THEO MEDEIROS

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THEO MEDEIROS

 Há 22 anos no Brasil, o Chef Théo Medeiros conseguiu fama e prestígio atuando no interior de São Paulo, na cidade de Campinas, ao contrário da maioria dos chefs estrangeiros que em geral ficam pelas capitais. Com uma vasta experiência e capacidade criativa, ele é um profissional completo, com sólida formação acadêmica e prática tanto no salgado quanto no doce, técnica apurada e talento excepcional que encanta pela leveza e personalidade de sua cozinha cheia de sabor e arte. Primeiro de sua família na profissão, aos 15 anos de idade, o Chef Théo Medeiros decidiu que a gastronomia seria o seu passaporte para ganhar o mundo e concretizar seu maior sonho: viajar. “Tenho uma alma cigana, talvez por minha família, de origem portuguesa, ter imigrado para a França quando eu era ainda um bebê. Não tive pátria, sempre me senti um cidadão do mundo e queria conhecê-lo todo”, diz ele. Determinado, matriculou-se na Escola Técnica de Hotelaria de Avon, cidade próxima a Fontaine-le-Port, o vilarejo onde foi criado nas cercanias da Floresta de Fontainebleau, há 60km de Paris. Durante 3 anos, intercalou aulas teóricas na escola com aulas práticas no Hostellerie de la Forêt, no Bois-le-Roi. Aplicado, dedicava todo o seu tempo livre a estágios em variados tipos de cozinha. Tanta dedicação fez com que conquistasse, com méritos (foi classificado em primeiro lugar em prática em conjunto), o seu C.A.P de Cozinha Francesa Clássica. Diploma na mão, trabalhou em restaurantes de Paris e da Normandia. Em meados de 1981, um anúncio de jornal oferecia uma vaga para trabalhar no Brasil: um contrato de um ano como chef de cozinha do Le Troquet, na época, o mais badalado restaurante francês da cidade de Campinas. Parecia o início da concretização de seu sonho de viajar pelo mundo trabalhando. Algumas entrevistas com o futuro patrão brasileiro em Paris e o negócio estava fechado. Aqui, o jovem chef, então com 20 anos de idade, fez o maior sucesso, conquistando os campineiros com suas receitas inovadoras e deliciosas. Cumprido o contrato, o Chef Théo voltou à França, indo trabalhar no belo e conceituado Restaurant La Mare au Diable, em Parc du Plessis Picard, na região de Brie. Nos tempos livres, continuou a aperfeiçoar-se em diversos cursos e em estágios com consagrados chefs franceses como Roger Vergé (Restaurant Moulin des Mougins, em Mougins), Bernard Loiseau (Hotel de la Côte d´Or, em Saulier), Jean Pierre Billoux (Hotel de la Gare, em Digoin), Francis Vandenhende (Restaurant Le Manior, em Paris) e Robert Bardot (Restaurant Le Flambard, em Lille). Essa experiência, sobretudo com o renomado Chef Bernard Loiseau (que construiu um verdadeiro império empresarial e se suicidou em fevereiro de 2003 ao perder uma estrela no Guide Michelin), forjou a cozinha do Chef Théo Medeiros que preserva o gosto original dos ingredientes, limita consideravelmente a utilização de elementos gordurosos como manteiga e creme de leite, substituindo-os por infusões e reduções, e privilegia as formas de cocção. O resultado é uma comida leve mas especialmente saborosa, que prima pela criatividade e técnica na mescla de texturas e sabores e pela apresentação elaborada e belo visual.Tudo caminhava muito bem na França, mas o menino que sonhara em viajar pelo mundo agora tinha outro sonho. Queria voltar ao Brasil e ficar por aqui. Apaixonara-se irremediavelmente pelo sol, pelas belezas naturais, pela fartura de ingredientes e pela irreverência e alegria da nossa gente. Pouco mais de um ano depois, estava de volta para trabalhar em outra casa do antigo patrão, o La Croûte Espiègle, em Jundiaí, que em pouco tempo tornou-se um novo point dos amantes da boa mesa na região. Decidido mesmo a ficar, o Chef Théo Medeiros propôs ao patrão uma sociedade e a mudança da casa para Campinas. Nasceu assim, em abril de 1986, o Espiègle, que viria a ser o mais famoso e prestigiado restaurante francês do interior de São Paulo e que durante 15 anos recebeu a nata da sociedade campinense e foi parada obrigatória de todos os artistas e famosos que passavam pela região. O trabalho no Espiègle projetou o talento do chef para além das fronteiras campineiras, levando-o a participar de diversas matérias de variados jornais, revistas e programas de televisão. Também foi, por diversas vezes, jurado de concursos em importantes feiras de gastronomia. Filiado à ABAGA, Associação Brasileira da Alta Gastronomia, compôs a delegação brasileira do Bocuse d´Or 95. Fechado o Espiègle no começo de 2001, o chef Théo Medeiros trocou as panelas por um novo desafio: desenvolver cortes artesanais de carnes, visando justamente o mercado gourmet, que muito se ressentia da falta de produtos nacionais desse nível. Foram dois anos de muito estudo e trabalho mas o objetivo foi conquistado e, hoje, muito dos cortes especiais de carne bovina e de avestruz encontradas no mercado brasileiro são fruto deste seu trabalho. Desafio cumprido, o desejo de voltar para dentro da cozinha falou mais alto e o chef, em meados de 2003, aceitou o convite para chefiar a cozinha do Bellini, restaurante instalado dentro, do então recém inaugurado, Hotel Vitória de Campinas. Ali realizou um excelente trabalho, atraindo para o hotel boa parte de sua clientela fiel e novos adeptos, além de obter uma excelente repercussão, também, junto à mídia local. Embora feliz com os resultados no Bellini, o Chef Théo acalentava um novo plano, um outro desafio: um novo restaurante seu, de ambiente despojado onde a cozinha fosse realmente a estrela. Em outubro de 2004, o plano se concretiza com a inauguração do Chef Theo Atelier e Bar Gastronomique, em Barão Geraldo, distrito de Campinas. O sucesso foi imediato e no mesmo ano, 2004, o Chef Théo Medeiros foi eleito o Chef do Ano pela revista Veja regional. Além disso, o restaurante também foi indicado em várias categorias, como melhor carne e melhor francês. Poucos meses depois, o Chef retira-se da sociedade, disposto a investir em novos projetos. Em abril de 2006, o Chef Théo Medeiros inaugurou o novo Chef Theo Atelier e Bar Gastronomique no Cambuí, bairro nobre de Campinas, trazendo para a cidade a mesma proposta já consagrada pelo público e pela crítica. Mas seu trabalho como Chef não se restringe ao restaurante, e ele atua como consultor para restaurantes da cidade e também da região. O Chef, também, está se estruturando para dar aulas de gastronomia numa cozinha experimental que pretende construir,  “não pelo dinheiro, mas para poder criar e divulgar receitas”, diz ele..Outro projeto em andamento é o do seu primeiro livro de receitas com as delícias de maior sucesso de sua carreira.

 

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