ATENÇÃO: LADRÕES APROVEITAM A DISTRAÇÃO DOS CLIENTES PARA AGIR EM RESTAURANTES.

Bandidos buscam locais movimentados para roubar objetos de valor.
Não dá pra descuidar nem mesmo dentro de igrejas.

 

Os bares e os restaurantes são lugares em que as pessoas se divertem. Mas nem sempre a diversão é possível. Muitos ladrões se aproveitam justamente desses momentos de distração para entrar em ação. Não dá pra descuidar nem mesmo dentro das igrejas. 

É momento de oração, mas o ladrão não está nem aí. Em uma igreja de Goiânia, uma mulher reza, ajoelhada. O bandido pega a bolsa dela, bota embaixo do casaco e sai tranquilo. A cena é a mesma em outra igreja, também em Goiânia. Os dois crimes aconteceram no mês passado.

Furto em igreja a gente não vê toda hora. Os bandidos estão interessados em bares, restaurantes, lugares onde tem bastante gente comendo rapidinho para voltar logo para o serviço ou conversando e se divertindo com um grupo de amigos. Essa hora, que a gente não está prestando tanta atenção, eles aproveitam para agir.

Em Porto Alegre, em maio deste ano, um casal entra em uma lanchonete e escolhe uma mesa. A mulher senta e o homem tira o casaco. O garçom chega, limpa a mesa, tudo normal. Mas aí o homem mete a mão grande na bolsa da cliente da mesa de trás, entrega para a comparsa e os dois vão embora. “Eu tinha tudo ali dentro: cartão de crédito, cartão bancário, documentos”, conta a vítima.

Depois do furto, a vítima ainda teve que resolver outro problema. “Eles entraram numa loja e fizeram um cartão de crédito no meu nome. Usaram esse cartão, usaram bastante”, relembra.

“O indivíduo que vai praticar o furto entra no estabelecimento como um cliente. Ele finge que está procurando uma mesa, mas, na verdade, está analisando uma pessoa que está distraída. Geralmente, ele vem com paletó, vem com uma pasta, uma mochila. Você dificilmente percebe, porque ele esconde a bolsa, seu celular com esse material”, explica o especialista em segurança Hailton Santos.

Foi justamente dentro de uma mochila que um ladrão escondeu a bolsa de uma vítima. A administradora Solange Fernandes estava num restaurante no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, jantando com a família, pouco antes de viajar.

Primeiro, Solange coloca a bolsa no colo. Depois, desiste e pendura na cadeira. Ela está com o marido e o filho. Eles iam passar este último réveillon em Las Vegas, nos Estados Unidos. Mas um homem, de camisa azul com uma mochila nas mãos mudou o destino da família. Durante quatro minutos, ele fica se mexendo. Quando o garçom vai servir a família, ele se aproveita do momento. O ladrão sai com a mochila cheia.

“Se ocorreu um furto dentro do estabelecimento comercial, a responsabilidade é do fornecedor, que, neste caso, é o restaurante. Se o estabelecimento comercial deu a possibilidade de o consumidor guardar a bolsa numa chapelaria ou mostrou o melhor lugar para guardar, por exemplo, uma alça embaixo da mesa, e o consumidor, mesmo assim, colocou a bolsa pendurada na cadeira, aí o consumidor assume o risco. Nessa hipótese, por culpa exclusiva do consumidor, ele pode não ser indenizado por um eventual prejuízo”, explica o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB-SP, Marco Antônio de Araújo Júnior.


Fonte: Giuliana Girardi São Paulo

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