CHEF PAUL BOCUSE COMPLETA 90 ANOS.

Chef Paul Bocuse, um dos criadores da ‘nouvelle cuisine’

 

Um dos mais relevantes cozinheiros da França, PAUL BOCUSE,, comemorou 90 anos nesta quinta-feira (11) com uma robusta biografia empreendedora que lhe rendeu o título de melhor chef do século 20.

Há mais de cinco décadas ostentando estrelas do guia “Michelin” –a tradicional publicação que elege os melhores restaurantes e hotéis mundo–, Bocuse é um dos criadores da “nouvelle cuisine”, movimento que revolucionou a gastronomia francesa pregando leveza aos pratos.

São inúmeras as suas receitas célebres –a mais famosa delas é a sopa de trufas negras–, mas extraordinária, de fato, é a contribuição de Bocuse à gastronomia, através da defesa da simplicidade e da seleção de produtos de qualidade.

“Tenho três estrelas, tive três ‘by-pass’ e sempre tive três mulheres”, resumia ao jornal “Libération” Bocuse, que em 1946 se casou com Raymonde Duvert, 20 anos depois conheceu Raymone Carlut e aos 70 anos se uniu a Patricia Zizza, que administra sua carreira.

Ele almoça com uma, toma o chá com outra e na hora do jantar está com a terceira, dizem os amigos íntimos de Bocuse, que nasceu em 1926 às margens do Rio Saône, no pequeno município de Collonges-au-Mont-d’Or, no leste da França.

Foi nessa região, próxima a Lyon, onde ele começou a se aproximar da gastronomia, no restaurante da família, que dava continuidade a uma linhagem de cozinheiros que remonta a 1765. É lá também que agora está o principal dos 23 restaurantes que ele tem espalhados por França, Suíça, Estados Unidos e Japão.

Aos 15 anos, Bocuse se tornou aprendiz de Claude Maret. Em 1944, quando chegou à maioridade, se alistou nas Forças Francesas Livres para combater na Alemanha nazista, época em que ganhou a tatuagem que leva no braço esquerdo com a imagem de um galo, feita pelos soldados americanos que lhe atenderam após um ferimento.

Fernand Point

Depois da guerra, o jovem Bocuse continuou sua formação e fez amizade com os irmãos-cozinheiros Troisgros e se colocou à disposição de Fernand Point, que ele considera seu “mentor” e para quem dedicou seus excelentes caranguejos de rio gratinados.

Em 1958, abriu seu próprio restaurante, recuperando o L’Auberge du Pont, a loja da família, e que foi rebatizado com seu próprio nome. Em 1965, recebeu a terceira das estrelas, que nunca lhe abandonaram.

Mas o auge de sua carreira veio no início da década de 1970, com a “nouvelle cuisine”.

Bocuse consolidou o movimento ao lançar um livro de receitas baseadas nos preceitos dessa inovadora forma de cozinhar, que prioriza ingredientes frescos, molhos leves e dá especial atenção à apresentação.

Esse movimento representou também a consagração dos cozinheiros como estrelas midiáticas, circunstância que Bocuse aproveitou com habilidade: recebeu a comenda da Legião de Honra, em 1975, desembarcou no Japão, em 1979, e criou o Bocuse d’Or (1987), prestigiada competição na qual, a cada dois anos, 24 grandes cozinheiros concorrem.

Em 1990, fundou o Instituto Paul Bocuse, um dos templos de aprendizagem da profissão, com sede em Lyon.

A saúde do chef que inspirou a animação “Ratatouille” (2007) –que sofre de parkinson–, vem fraquejando, mas ele não perdeu o bom humor. Em 2014, por exemplo, se submeteu a uma complicada cirurgia e, ao se recuperar, disse a sua esposa: “Querida, fui bem-sucedido na vida, mas fracassei na morte”.

“A vida é uma piada. Portanto, é preciso trabalhar como se fôssemos morrer com cem anos e viver como se fôssemos morrer amanhã”, disse certa vez o chef

Entre seus maiores seguidores  o Chef Laurent Saudeau que trabalhou por anos com o Chef Paul Bocuse e que através dele acabou vindo ao Brasil para trabalhar no Rio de Janeiro e depois em São Paulo onde está até hoje.

Além dele é claro o Chef Claude Troisgros no qual Paul Bocuse tem grande admiração pelo seu pai Piere Troisgros.
Suas receitas são hoje divulgadas através do mundo por inúmeros livros lançados. Abaixo alguns exemplares fantásticos:
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