AS RIQUEZAS DO CHÂTEAUNEUF-du-PAPE.

em

Châteauneuf-du-Pape

Desde 1937, as chaves cruzadas estampam as garrafas de um dos vinhos mais célebres do mundo


A garrafa com relevo das chaves cruzadas de São Pedro e a tiara papal, símbolos dos vinhos de Châteauneuf-du-Pape, foi instituída em 1937

As chaves cruzadas são o símbolo do papado. Elas representam as chaves do reino dos céus, concedidas por Jesus a São Pedro, considerado o primeiro papa. Com elas, o apóstolo guiaria a igreja e seria capaz de ligar ou desligar as coisas entre terra e céu.

Desde 1937, as chaves cruzadas logo abaixo da tiara papal (algo similar ao brasão do Vaticano) – feitas em alto relevo – estampam as garrafas de um dos vinhos mais célebres do mundo, os Châteauneuf-du-Pape – uma denominação de origem ao sul do Vale do Rhône em torno da cidade de mesmo nome, que entrou para a história da Igreja Católica durante o século XIV.

A viticultura nessa vila, cerca de 12 quilômetros ao norte de Avignon, porém, é anterior à chegada dos papas na região. Os primeiros registros remontam ao século XII. Na época, o local sequer se chamava Châteauneuf-du-Pape, mas Châteauneuf Calcernier, cujas origens vêm do latim Castronovum Calcernarium. Castro significava uma vila fortificada que, desde a antiguidade, era repleta de fornos de cal, daí calcernarium. Sua relação com os papas começou em 1309, mas o nome Châteauneuf-du-Pape só seria oficializado séculos mais tarde, em 1893.


Ruinas do castelo papal ainda podem ser avistadas

Em 1309, o papa Clemente V mudou a sede papal para Avignon, onde ela permaneceu por 67 anos

O papado de Avignon

Cidade de pequena importância até o século XIV, a história de Châteauneuf-du-Pape e seus vinhos começou a ser escrita com o papa Bonifácio VIII. Na época, a Igreja Católica já era uma potência, interferindo em assuntos seculares de diversos impérios. No entanto, Bonifácio decidiu que ele seria ainda mais intervencionista alegando que todos, sem exceções, deveriam se curvar às ordens da igreja. Isso, obviamente, começou a incomodar monarcas poderosos.

Um deles foi Felipe IV, da França, dito, o Belo. Um rei beligerante, ele precisou recorrer diversas vezes aos bens da igreja (taxando-os) para manter suas guerras. Bonifácio então proibiu a taxação e a cessão de propriedades para o estado francês. Felipe, em contrapartida, proibiu a igreja francesa de repassar dinheiro à sede, em Roma. Instaurou-se a celeuma.

Em 1303, diante dos conflitos, o papa excomungou o rei, que resolveu então enviar uma comitiva para se encontrar com ele, exigindo sua renúncia. Bonifácio não renunciou, mas morreu pouco tempo depois (provavelmente devido à violência da abordagem da comitiva francesa).

Depois que Bento XI, sucessor de Bonifácio, faleceu apenas oito meses depois de ter assumido o cargo, um novo conclave foi formado e o arcebispo de Bordeaux Raymond Bertrand de Got, assumiu com o título de Clemente V (daí o nome do Château Pape Clement). Clemente se recusou a ir Roma e, em 1309, mudou a sede papal para Avignon, onde ela permaneceu por 67 anos.

Sob a influência direta de Felipe, o novo papa chegou até mesmo a consentir com um julgamento póstumo de Bonifácio VIII, em que o rei francês acusava-o, entre outras coisas, de sodomia e simonia.

Châteauneuf-du-Pape está na margem leste do rio Rhône / Châteauneuf-du-Pape (em verde) é a maior e mais importante AOC do sul do Rhône, abrangendo 3.200 hectares

João XXII mandou construir a fortaleza no alto da cidade de Châteauneuf

Castelo de verão e o cisma

Foi o sucessor de Clemente, João XXII, quem mandou construir a fortaleza no alto da cidade de Châteauneuf (acredita-se que em 1157, o bispo da cidade já cultivava vinhas no local onde seria erigido o castelo). Os trabalhos começaram em 1317 e terminaram em 1322. Além de defender a região, o castelo serviu de residência de verão para o papa, com oliveiras e vinhas plantadas ao redor.

Na época, a igreja obviamente passou a produzir vinhos no local, que eram denominados “Vin du Pape” (vinho do papa) e servidos no palácio papal em Avignon. Acredita-se que cerca de 3 mil litros por ano eram encomendados somente para a servir o papa e os emissários reais que ele recebia. Favorecidos pelo pontífice, os vinhos da região ganharam reputação rapidamente.

Em 1376, depois de sete papados em Avignon, Gregório XI decidiu voltar a sede da Igreja Católica para Roma. Dois anos mais tarde, porém, ele morreu e, diante da controvérsia em torno de seu sucessor (Urbano VI, de origem italiana), bispos franceses decidiram realizar um novo conclave e elegeram Clemente VII, que resolveu voltar a Avignon, criando o que se chamou de Grande Cisma do Ocidente.

Clemente, o primeiro antipapa, como foi chamado, e Urbano excomungaram-se mutuamente e tentaram ganhar o maior número de nações para suas causas. Clemente foi sucedido por Bento XIII, que acabou sem o apoio do rei francês e, com isso, ficou sitiado em Avignon, tendo que abandonar a cidade em 1403. O imbróglio dos papas e antipapas, porém, só terminou em 1414, quando Bento foi destituído, assim como João XXIII (antipapa de Pisa) e Martinho V foi eleito para o lugar de Gregório XII, então papa de Roma.


Em 1863, surgiram os primeiros focos de filoxera na França, na vila de Roquemaure, na margem esquerda do Rhône, logo em frente a Châteauneuf-du-Pape

Joseph Ducos, então prefeito da cidade, ajudou a definir as melhores uvas para a região em fins de 1800

Depois de todas essas desavenças, a Igreja Católica nunca mais seria a mesma, perdendo boa parte de sua influência e vendo as monarquias se fortalecerem sem a sua supervisão ou controle. Mas, se a igreja tinha perdido prestígio, assim como Avignon, os vinhos de Châteauneuf, por outro lado, já estavam consagrados.

O castelo papal de Châteauneuf foi pilhado em meados do século XVI e sucessivamente durante os séculos seguintes, sobrando apenas algumas poucas paredes em ruinas que ainda hoje são avistadas sobre a cidade.

Filoxera e Denominação de Origem

Não muito longe do estuário do Rhône, os vinhos da região tinham comércio facilitado. Acredita-se que já no século XVIII, alguns produtores, como o Château La Nerthe, passaram a vender seus vinhos em garrafas e não mais em barricas. Em um decreto de 1793, as autoridades locais também estabeleceram que nenhum vinho local poderia ser vendido mais de 30% abaixo do preço máximo fixado pelo governo.

Em 1863, porém, todo o panorama ia mudar na região (e no mundo). Na vila de Roquemaure, na margem esquerda do Rhône, logo em frente a Châteauneuf-du-Pape, surgiu a maior praga da história da vitivinicultura mundial. Lá foram plantadas as primeiras mudas que continham a filoxera, que logo se espalhou por toda a França e também para a Europa. Em 1880, havia apenas 200 hectares de vinhas sobreviventes em Châteauneuf.

Não se sabe exatamente como e nem de onde vieram tantas cepas diferentes para Châteauneuf (que hoje usa 18 em seus vinhos). Acredita-se, por exemplo, que a Counoise veio da Espanha, trazida pelo papa Urbano V, sexto a viver em Avignon. Documentos apontam que a “Cirac” (Syrah) teria chegado por volta de 1830. E, durante o auge da crise da filoxera em 1866, já eram listadas 13 variedades cultivadas no local.

Atribui-se a Joseph Ducos, então prefeito da cidade e dono do Château La Nerthe, o plantio e aprimoramento das castas após a crise. Ele teria sido o primeiro a definir quais eram as melhores. A princípio, listou 10 e suas principais características: “Grenache e Cinsault para dar licor, calor e suavidade. Mourvèdre, Syrah, Muscardin e Vaccarèse para dar solidez, a cor e o gosto refrescante. Counoise e Picpoul para dar vinosidade, frescor e um buquê particular. Clairette e Bourboulenc para dar finesse, fogo e brilho”.


Ao todo, 18 castas podem ser utilizadas na produção do vinho local

As vinhas são arbustos baixos, cultivados em um solo que se parece com uma praia de pedras grandes, lisas e ovaladas chamadas “galets”

Os vinhos de Châteauneuf-du-Pape são marcados pela alta graduação alcoólica, com 12,5% no mínimo

DOC

Muito do renascimento da região deve-se ao Barão Pierre Le Roy de Boiseaumarié, fundador do INAO, instituto nacional de denominações de origem francês, em 1935. Depois da I Guerra Mundial, em que foi piloto de avião, o Barão Le Roy, que era formado em direito, casou-se com Edmée Bernard Le Saint, herdeira do Château Fortia, em Châteauneuf. Na época, o vinho do Rhône era muito usado para dar mais corpo aos rótulos de Bordeaux e da Borgonha.

Assim, para proteger os viticultores locais, o barão criou, em 1923, o sindicato dos produtores de Châteauneuf-du-Pape, estabelecendo regras para a produção de vinho, como a permissão do uso de 13 variedades distintas e volume de álcool mínimo de 12,5% (o mais alto de toda a França) entre outras obrigações. Essas foram as primeiras regulamentações, que dariam origem às bases das futuras AOCs (Appellation d’origine contrôlée – Denominações de Origem Controlada) francesas.

Anos mais tarde, em 1937, o barão também instituiu a garrafa com relevo das chaves cruzadas de São Pedro e a tiara papal como símbolos inequívocos dos vinhos de Châteauneuf-du-Pape. Em 2009, um ajuste nas regras da AOC “aumentou” o número de castas para 18. Originalmente, as uvas permitidas eram as tintas Grenache (hoje subdividida em Grenache Noir, Grenache Blanc e Grenache Gris), Cinsault, Syrah, Mourvèdre, Counoise, Muscardin, Vaccarèse e Terrer Noir, bem como as brancas Picardan, Clairette (hoje subdividida em Clairette Blanche e Clairette Rose), Picpoul (hoje subdividida em Picpoul Noir, Picpoul Blanc e Picpoul Gris), Roussanne e Bourboulenc.

Terroir

O Barão Pierre Le Roy de Boiseaumarié criou o sindicato dos produtores de Châteauneuf-du-Pape e as regras da denominação em 1923

Châteauneuf-du-Pape está na margem leste do rio Rhône, e é a maior e mais importante AOC do sul do Rhône, abrangendo 3.200 hectares. Em linhas gerais, os tintos de Châteauneuf-du-Pape são ricos, especiados e encorpados, entretanto, por abranger uma grande área, são amplios também os perfis de qualidade dos rótulos, ou seja, na região, encontram-se desde vinhos fascinantes, que refletem divinamente o terroir e o clima mais quente, até os que chegam a decepcionar, de caráter muito tânico ou doce. Por isso, é importante conhecer e se guiar pelos produtores mais conceituados.

De fato, a concentração é a essência de Châteauneuf-du-Pape; o rendimento médio das videiras é de apenas 3.300 litros por hectare. Falando nas videiras, são arbustos baixos cultivados em um solo que se parece com uma praia de pedras grandes, lisas e ovaladas – chamadas “galets” – que retêm o calor do sol durante o dia, liberando-o durante a noite. Além de servir para reter a umidade do solo nos meses mais secos do ano (verão), as galets também acabam contribuindo para o amadurecimento das uvas, bem como para a maior concentração de açúcar nos frutos.

Em Châteauneuf-du-Pape, ao contrário do que acontece na maioria das outras regiões vinícolas da França, um grande número de variedades de uva são permitidas, muitas delas com caráter e características bem distintas entre si. Produtores costumam afirmar que cada uma delas contribui para a complexidade dos vinhos, formando um mosaico perfeito. Fato é que, nos últimos anos, tem se observado a tendência de maior cultivo de quatro ou cinco castas.

A principal variedade é a Grenache, que, além de dar bons varietais, compõe grande porcentagem de muitos blends. Dentre as tintas, destacam-se também Cinsault (que, junto da Grenache, normalmente traz potência, calor e suavidade), Syrah e Mourvèdre (que assim como Muscardin e Vaccarèse costuma conferir cor, frescor e longevidade). Não é incomum ver castas brancas compondo blends tintos, e não apenas presentes em vinhos brancos. Rosés não podem ser produzidos na AOC.

Os vinhos de Châteauneuf-du-Pape são marcados pela alta graduação alcoólica. De fato, de acordo com as regras, devem ter um mínimo de 12,5%, mas, para os principais produtores, o número aceitável é de 13,5%; não é raro ver ótimos tintos com 14,5% ou até mais, sem que o álcool ressalte na boca, estando em perfeita harmonia com o conjunto. A produção anual é de cerca de 14 milhões de garrafas e cerca de 95% do total são tintos.

Alguns produtores de referência em Châteauneuf-du-Pape são Château de Beaucastel, Henri Bonneau, Clos des Papes, Domaine du Vieux Télégraphe, Domaine Bois de Boursan, Domaine Bosquet des Papes, Domaine Chante-Cigale, Domaine Clos du Caillou, Domaine du Mont Olivet, Château de la Gardine, Domaine Grand Veneur, Domaine de la Janasse, Château de la Nerthe, Château Rayas, Domaine de la Vieille Julienne.

La Crau

O mais famoso vinhedo de Châteauneuf-du-Pape é La Crau. A área fica no extremo sudeste da denominação. Uma vala de três metros na vinha revela suas estratificações; camadas mostram depósitos aluviais, calcário, sílica, e uma argila vermelha robusta (conhecido como “molasse”). A superfície é toda coberta por galets.

Prova

ADEGA provou sete rótulos Châteauneuf-du-Pape encontrados no mercado brasileiro. Em linhas gerais, os vinhos mostraram-se consistentes, de ótimo padrão e de muita complexidade aromática. São potentes, concentrados e de taninos mais evidentes, mas também cheios de tensão e acidez refrescante. Podem ser bebidos jovens, porém têm todos os requisitos para envelhecer muito bem e premiar os mais pacientes, já que, com o tempo, tendem a se tornar mais elegantes, complexos e polidos. São vinhos grandes em todos os sentidos, que pedem a companhia de pratos mais densos para mostrar todo o seu potencial, de preferência que levem carnes vermelhas cozidas ou assadas lentamente. Lógico, com exceção do branco, que tem estrutura e corpo para acompanhar desde peixes mais gordurosos até carnes de porco ou de ave em molhos mais densos.


A produção anual é de cerca de 14 milhões de garrafas, sendo 95% de tintos

Avaliação Châteauneuf-du-Pape

AD 90 pontos 
ABEL PINCHARD CHÂTEAUNEUF-DU-PAPE 2011
Abel Pinchard, Rhône, França. Grenache, Mourvèdre, Syrah, Cinsault, Picpoul, Clairette, Bourboulenc, Terret, Counoise, Muscardin, Vaccarèse, Picardan e Roussanne, com estágio em carvalho. Ao primeiro momento, aparecem aromas de cerejas e ameixas seguidos por notas florais, depois mostra toques defumados, terrosos, de alcaçuz, de tabaco e de ervas secas. No palato, é suculento e estruturado, chamando a atenção pela gostosa acidez e os taninos de fina textura. Tem final persistente, com toques salinos. Álcool 14,5%. EM

AD 93 pontos 
CHÂTEAU DE LA GARDINE CHÂTEAUNEUF-DU-PAPE 2011
Château de La Gardine, Rhône, França. 60% Grenache, 20% Mourvèdre, 15% Syrah e 5% Muscardin, com estágio entre nove e 14 meses em tonéis e barricas de carvalho usadas. Ameixas e cerejas são escoltadas por cativantes notas florais e de alcaçuz, além de toques terrosos, defumados e de tabaco. Surpreende pela elegância e finesse do conjunto, tudo num contexto de fruta untuosa, acidez vibrante e taninos finos e de ótima textura. Vai evoluir muitíssimo bem, apesar de já estar delicioso agora. Álcool 15%. EM

AD 91 pontos 
CHEMIN DES PAPES CHÂTEAUNEUF-DU-PAPE 2012
Les Grands Chais de France, Rhône, França. Syrah, Grenache, Mourvèdre, Counoise, Picardan, Cinsault, Muscardin e Terret Noir, com estágio em carvalho francês durante alguns meses. Mostra pronunciados aromas de cerejas e framboesas escoltados por notas florais e especiadas, além de toques tostados, terrosos e de ervas secas. Ainda jovem na boca, é austero, estruturado, encorpado, tem gostosa acidez, taninos de boa textura e final quente e persistente, com toques de cereja ao licor. Álcool 15%. EM

AD 92 pontos 
FONT DE MICHELE CHÂTEAUNEUF-DU-PAPE BLANC 2011
Domaine Font de Michele, Rhône, França. Grenache Blanc, Roussanne, Clairette e Bourboulenc, com fermentação parcial e estágio em carvalho francês. Untuoso e cheio, mostra pêssegos e damascos seguidos de notas florais, minerais e de frutos secos, que se confirmam na boca. Sua acidez deliciosa traz frescor e equilíbrio ao conjunto, tem final longo, com toques cítricos. Ainda está jovem e deve ficar ainda melhor nos próximos 10 anos. Álcool 13,5%. EM

AD 92 pontos 
LA BERNARDINE CHÂTEAUNEUF-DU-PAPE 2010
M. Chapoutier, Rhône, França. Grenache e pequenas partes de Syrah e Mourvèdre, com estágio entre 12 e 15 meses em tonéis de carvalho e tanques de cimento. Cerejas e framboesas seguidas de notas florais, terrosas e de alcaçuz, depois aparecem toques de eucalipto e de especiarias picantes. Mais austero e um pouco fechado na boca, mostra tensão e toda sua juventude através dos taninos mais pronunciados, mas de ótima textura. Tem acidez refrescante e final persistente, com toques salinos e de cereja ao licor. Depois de um tempo na taça ganhou complexidade e finesse. Álcool 14,5%. EM

AD 92 pontos 
OGIER REINE JEANNE CHÂTEAUNEUF-DU-PAPE 2012
Ogier, Rhône, França. Grenache, Syrah, Mourvèdre e Cinsault, com estágio de 12 meses em foudres de carvalho francês. Mais austero, os aromas de cerejas e groselhas estão envoltos por notas florais, minerais e defumadas, além de toques especiados, de ervas secas e de tabaco. Concentrado e potente, esbanja fruta madura, mas bem equilibrada por acidez refrescante e taninos de ótima textura. Ainda bem jovem, tem final longo, com toques minerais e de cerejas ao licor. Álcool 15%. EM

AD 93 pontos 
SAINT COSME CHÂTEAUNEUF-DU-PAPE 2011
Château du Saint Cosme, Rhône, França. 50% Grenache, 25% Syrah, 18% Mourvèdre, 5% Cinsault e 2% Clairette, com estágio de 24 meses em barris de carvalho. Aqui a madeira tem papel importante, ornando os aromas de cerejas e ameixas e aportando notas tostadas, especiadas e de café. Depois aparecem toques defumados e de ervas secas. Concentrado e estruturado, tem acidez refrescante, taninos de ótima textura e final longo e cheio, com toques de groselha. Está muito jovem e deve melhorar muito nos próximos 10 anos. Álcool 14%.

 

Por Arnaldo Grizzo e Eduardo Milan / Revista Adega.

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