O MERCADO SEM CARNE.

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Beyond Meat Enters US$150 Million Credit Facility To Fund Global ...

Pioneira da carne vegetal nos EUA, Beyond Meat chega ao Brasil

Empresa americana que faz sucesso na bolsa de valores e tem acordo com redes de fast food lá fora desembarca na rede St. Marché com preços bem caros.

Uma das principais marcas de carne vegetal – produto que imita a carne bovina, mas é 100% feito à base de plantas – dos EUA, a Beyond Meat desembarcou nesta semana no Brasil. Nos últimos dias, os produtos da empresa começaram a chegar à rede de supermercados premium St. Marché, em São Paulo. 

Por enquanto, estão à venda quatro produtos da empresa: hambúrgueres, carne moída e dois tipos diferentes de ‘sausage’, espécie de linguiça que é tradicionalmente feita com carne bovina nos Estados Unidos. 

Startup Beyond Meat vende diferentes tipos de carne vegetal

Os preços, no entanto, não são muito convidativos: com dois discos, somando 227 gramas, uma caixa de Hambúrguer Vegan custa R$ 65,90 no site oficial do St. Marché. Já a carne moída, que tem pouco menos de 500g em um pacote, sai por R$ 99,90. 

É um preço bem caro, considerando que marcas brasileiras têm preços mais acessíveis: com o mesmo peso que o hambúrguer da Beyond Meat, a caixa com dois discos da Fazenda Futuro custa R$ 15,90. Já a carne moída da marca nacional, com 270 gramas, custa R$ 14,90. Isso acontece porque a Beyond Meat está importando seus produtos ao País. Provamos o hambúrguer ‘vegetal’ da Beyond Meat, sensação nos EUA.

Ações da Beyond Meat valorizaram quase 200% no primeiro dia de pregão

O mercado sem carne.

É um setor ocupado pela Beyond Meat e por outras startups, como a Impossible Foods, fundada por um professor de bioquímica de Stanford, bem como a chilena NotCo, que tem uma maionese “feita por algoritmo”, à base de grão-de-bico. Cada empresa tem seu próprio método: enquanto a Impossible Foods, por exemplo, injeta hemoglobina na soja para fazê-la “sangrar”, a Beyond Meat aposta em uma mistura de proteína de soja de ervilhas, processado de forma que sua textura lembre a de carne real. 

Essas empresas apostam em um potencial de mercado baseado não só em vegetarianos e veganos, mas também em consumidores preocupados com a “pegada ambiental” deixada pela pecuária – como o alto consumo de água ou altos níveis de metano soltos na atmosfera pelo gado bovino. 

Para Ethan Brown, presidente executivo da Beyond Meat, a abertura de capital de sua empresa representa uma oportunidade para “crescimento econômico no lado rural dos EUA e em todo o mundo.” Segundo estimativa da consultoria Nielsen, o mercado de carne vegetal cresceu 19,2% atingindo US$ 878 milhões no último ano.

Para Brown, a chegada da Beyond Meat à Bolsa não significa que a empresa deixará de gerir conflitos entre os interesses  e tomar decisões baseadas no meio ambiente. “Os consumidores estão procurando produtos que lhes permitam ser mais saudáveis “, disse ele em uma entrevista. “Toda vez que vendemos nossa carne, estamos não só aumentando as vendas, mas expandindo nossa missão.” 

Há ainda certo glamour na proposta da empresa, que atraiu investidores como empresários e celebridades de Hollywood. Entre eles, estão o co-fundador da Microsoft, Bill Gates,  o ex-diretor executivo do McDonald’s Don Thompson, e o ator Leonardo DiCaprio. Compõe a lista ainda a empresa de capital de risco Kleiner Perkins Caufield & Byers LLC, que detém 16% da empresa, e a Evident Ventures, co-fundadora do Twitter, com 9%.

Fonte: O Estadão e Beyond meat.

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